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Eu estava bem. Até hoje.

Eu estava bem. Tão bem que os problemas já não me tomavam mais do que o necessário.


Tão bem que eu conseguia manter uma rotina leve: ler, escrever e me divertir... entre o planejado e o improviso.


Tão bem que o problema dos outros permanecia neles. Passava por mim, era acolhido, mas seguia o próprio caminho.


Eu estava feliz Até hoje.


Hoje, por nada, me puxaram para um buraco que eu nem vi abrirem. E o mais duro: foi justamente quem eu acreditava querer me ver prosperar que me empurrou para lá. Hoje eu lembrei de tudo o que já passei — e precisei repensar se ainda vale a pena. Deixei de sentir raiva, deixei de sentir tristeza, deixei de sentir angústia.


Deixei de sentir.



E isso é o pior que poderia ter acontecido, porque significa que não me importo mais. Não se importar é pior do que tentar mudar. É desistir sem lutar.


Eu estava bem. Até hoje, eu estava bem.


O sol se pôs e junto com ele, foi-se embora o meu brilho. Amanhã o sol voltará, mas será que eu voltarei também?


Talvez eu sinta demais.

Talvez eu faça demais.

Talvez eu seja… demais.


Não vou pedir desculpas porque hoje, eu não me importo.

Volte amanhã. Mais tarde. Numa hora mais ensolarada.

Agora a casa está vazia. Cheia de vazios.


Por que eu preciso sempre ser forte? Por que eu tive que assumir esse papel de aguentar calado?


“Tranquilo” sempre foi visto como uma qualidade, mas no fundo, só é tranquilo mesmo pra quem me enxerga assim.


Texto corrido, escrito com o coração, na ponta dos dedos.


Sem filtro. Sem cálculo. Sem usar a inteligência — seja ela artificial ou natural.


Sem. Me. Importar.

 
 
 

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Meus Despropósitos nasceu da vontade de colocar pra fora o que transborda: histórias, devaneios e verdades que insistem em virar texto. É um projeto literário independente dedicado a textos, crônicas e reflexões sobre o cotidiano, os afetos e as incertezas de ser.

Aqui, escrevo o que penso, o que sinto e o que não sei dizer em voz alta. Meus Despropósitos é meu jeito de fazer sentido do caos.

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