Que ano peculiar
- Henke Henning
- 28 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
De algum modo, coube nele uma felicidade intensa e uma das tristezas mais profundas que já senti. Aprendi a dizer o que sinto como nunca antes, e, ao mesmo tempo, a silenciar a dor quando era o único caminho possível. Perdi uma versão minha a qual eu já estava acostumado demais para abrir espaço a outra que ainda estou conhecendo. Saí de um ninho apertado, precisei bater asas. Voei, caí, e entre um tombo e outro, aprendi a decolar.
Entendi que nem toda pergunta pede resposta imediata. Algumas pedem tempo, escuta e reflexão. Percebi que finais não são sinônimo de fracasso, assim como persistir nem sempre é força. ás vezes é prisão e em outras, é apenas uma pausa necessária para recuperar o fôlego.
Não foi um ano gentil, tampouco sutil. Ele se impôs. Nos colocou diante de perdas para as quais não estávamos prontos e não nos deu a chance de adiar o enfrentamento.
Também não foi um ano de fechamentos ou conclusões. Ficou a sensação de que a “moral da história” ainda não foi revelada, de que a lição segue em construção. O que levamos conosco é a certeza da imprevisibilidade e a descoberta de que somos capazes de nos refazer, nos reorganizar, nos reinventar.
Não termino com respostas. Mas encerro este ciclo com algo que, por ora, me basta: a crença de que vai dar certo.




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