2022 foi ontem
- Henke Henning
- 4 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Olhei o calendário hoje de manhã e ele dizia 2025.
2025!
Fiquei até meio ofendido, pra ser sincero porque ontem era 2022.
2022!

Ontem o Theo era um pacotinho que só chorava, mamava e virava os olhinhos curiosos como quem estava tentando entender que planeta era esse. Ontem ele cabia no meu braço e a maior aventura dele era escapar das lambidas dos pets.
Hoje eu precisei entrar numa academia para pegá-lo no colo. Hoje ele pula do sofá como se estivesse treinando para as Olimpíadas, corre mais rápido que o calendário e fala mais que vendedor em porta de loja. E apronta. Deus do céu, como apronta. Acho que se o Saci tivesse duas pernas não chegaria aos pés dele (com o perdão da piada).
O menino cresceu. Espichou como se estivesse comendo fermento.
Ai, o Theo… ele tem o poder de te deixar besta com um beijinho, um sorriso de alegria por te ver e, cinco minutos depois, te deixa sem ar porque resolveu subir em algo que definitivamente não deveria ser escalado e, lá de cima, arremessar algo que não deveria ser arremessado.
O tempo passou despercebido, assim como ele atravessa a casa batendo os pezinhos atrás de confusão.
Juro, de verdade, que ontem ele falava de “!brincar com mamião (caminhão)” e agora inventa umas histórias que nem eu sou capaz de escrever. Todo dia é dia de “TheoCast — Onde eu falo sem parar e você só concorda.”
E eu? Eu tô aqui com meus cabelos brancos aparecendo cada vez mais, tentando processar a velocidade das coisas.
Com o fim de 2025 chegando já vão fazer quatro anos e eu ainda nem superei os três.
Mas tudo bem. Ele cresceu, virou esse foguete com energia infinita e a verdade é uma só: pisquei e ele, que nem sabia meu nome, agora me ganha no argumento. No fundo, descobrir que ele cresceu não é tristeza. É privilégio.

Privilégio de ver de perto um serzinho que antes só sabia chorar virar uma criança que fala, inventa, cria mundos e ilumina o nosso. De acompanhar esse espetáculo diário de descobertas, tropeços e risadas que transformam qualquer dia comum em coisa grande.
No final das contas, o calendário mudar não é assustador, mas sim sinal de que o Theo está crescendo do jeitinho certo: feliz, curioso, cheio de energia e com um brilho que parece sempre um pouco maior que ontem.
E isso me faz pensar: se em um piscar de olhos ele cresceu tanto, quero parar de piscar. Mas não para interromper o fluxo natural das coisas, e sim porque não quero perder nenhum detalhe.







Como sempre excelente crônica , sou super fã