Sobre as bóias e a coragem de mergulhar
- Henke Henning
- 31 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Suponhamos que você seja uma criança sentada às margens de uma piscina. Dentro dela, alguns rostos sorridentes flutuam na água e te dão uma grande vontade de entrar e sentir essa experiência também. Porém você não sabe nadar.

Quando uma criança quer muito entrar na piscina, mas ainda não aprendeu a nadar, não é nada esquisito oferecer uma bóia ou um colete para que ela se sinta mais segura e ambiente-se à água. Não espanta ninguém ela ter um responsável por perto, vigiando. Você entenderia, sem muito esforço, que isso não é um sinal permanente de incapacidade, mas sim uma etapa. Um apoio temporário enquanto o corpo aprende aos poucos as técnicas e cria confiança dentro da água.

Agora, termine esse picolé de uva que está escorrendo pelos seus braços enquanto você se distraía observando os banhistas, tira os pés da borda da piscina e vamos falar de você.
Pensa naquela meta, ideia ou projeto que você imaginou para 2025. Exatamente aquela que segue guardada porque seu primeiro movimento precisa ser elegante, certeiro e digno de aplausos. E enquanto esse começo ideal não chega, você segue só observando a água.
Aqui o problema não é o medo de começar, nem a dúvida se a água está na temperatura desejada, e sim a expectativa de nadar perfeitamente logo de cara.
Se a busca por um início “impecável” tem atrasado seus planos, talvez você precise começar usando bóias, nadando no raso e observando outros banhistas experientes sem receio de parecer amador no processo, afinal, neste ponto você realmente é um amador.
Dentro da piscina, seguro com seu colete, você observa mais de perto e percebe que existem várias maneiras de nadar na superfície e que você pode até mergulhar. O que representava sua segurança, agora te impede a ir mais fundo. O que fazer, então? Ter coragem para largar o colete para mergulhar.
Agora quero que você reflita qual é a versão com boias da meta ou projeto que você adoraria colocar em movimento agora?

A minha foi criar espaços para escrever “sem compromisso”.







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