Coraticum
- Henke Henning
- 4 de ago.
- 1 min de leitura
Os antigos acreditavam que o coração era onde ficava an alma e das emoções. A palavra coragem vem do latim coraticum, que deriva de cordis, que significa coração. Na Idade Média, o termo passou pelo francês antigo courageantes de chegar ao português, mantendo o sentido original de agir ou sentir a partir do coração.
Há quem acredite que coragem é a ausência do medo. Talvez por isso tanta gente espere primeiro o medo ir embora para só então começar.
Mas o medo quase nunca vai.
Ele muda, troca de nome, aprende novos argumentos. Às vezes é o receio de fracassar. Outras, de decepcionar. Há dias em que se veste de prudência e nos convence de que ainda não é a hora. Que falta mais preparo. Mais certeza. Mais tempo.
E se o medo não estiver no comando?
É curioso como os momentos mais importantes da vida quase sempre acontecem com as mãos trêmulas: amar, mudar, pedir perdão, encerrar um ciclo, começar outro.
Nenhuma dessas decisões acontece sem o medo. Acontece apesar dele.
Nem sempre a coragem se apresenta como brado da guerra. Quem sempre fala alto é o medo que precisa se mostrar presente. A coragem também pode ser uma voz calma dizendo: “eu sei que você está aí, medo, e você pode até estar certo no final. Mas hoje quem escolhe o próximo passo sou eu.”
A coragem não anula medo, sua vitória acontece quando ela se recusa a obedecê-lo.




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